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História do Exército

Publicado: Segunda, 12 de Junho de 2017, 18h09 | Última atualização em Segunda, 12 de Junho de 2017, 18h09

Fundação

As Batalhas dos Guararapes, episódios decisivos na Insurreição Pernambucana, são consideradas a origem do Exército Brasileiro.

A história do Exército Brasileiro começa oficialmente com o surgimento do Estado brasileiro, ou seja, com a independência do Brasil. Entretanto, mobilizações debrasileiros para guerra existem desde a colonização do Brasil. A data da primeira Batalha dos Guararapes (19 de abril de 1648), no contexto das invasões neerlandesas do Brasil, na qual o exército adversário dos Países Baixos foi formado genuinamente por brasileiros (brancos, negros e ameríndios), é tida como aniversário do Exército Brasileiro.

Em 1822 e 1823, o recém criado exército brasileiro derrotou a resistência portuguesa à independência, nas regiões norte-nordeste do país e na província da Cisplatina, assim como evitando a desfragmentação do território nacional nos anos seguintes. O Exército Nacional (ou Imperial como costumeiramente era chamado) durante a monarquia era dividido em dois ramos: o de 1ª Linha, que era o Exército de fato; e o de 2ª Linha, a Guarda Nacional, formada pelas antigas milícias e ordenanças herdadas dos tempos coloniais, comandadas por líderes regionais, grandes latifundiários e proprietários de escravos conhecidos a partir da independência, pelo título genérico de Coronéis.

Império

Internamente, ao longo do período monárquico brasileiro e no começo do século XX, o exército reprimiu com sucesso várias rebeliões e revoltas, tanto civis como militares, tais como a Guerra de Canudos e a Guerra do Contestado. Externamente, durante o século XIX o exército se restringiu a conflitos militares relacionados com os países do Cone Sul, com os quais o Brasil faz fronteira.

Participou de uma série de eventos bélicos na região, como a Guerra da Cisplatina, que resultou na independência do Uruguai; a Guerra do Prata, contra forças argentinas; a Guerra do Uruguai, na qual interveio em conflitos internos desse país; e a Guerra do Paraguai, na qual formou uma Aliança com seus vizinhos para combater o ditador Solano López, no maior conflito já visto na América do Sul.

República

 
Soldados do Exército Brasileiro sendo recebidos como libertadores. Norte da Itália, final de setembro de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial.

Durante o século XX o exército teve modesta participação nas duas Guerras Mundiais, do lado Aliado. Na I Guerra enviou em 1918 uma Missão Militar à Frente Ocidental e, em 1944 durante a II Guerra, contribuiu no combate ao Nazifascismo com uma Divisão de Infantaria na Campanha da Itália. Desde o fim da década de 1950 tem atuado em diversas missões de paz patrocinadas pela ONU. Esse papel foi incrementado após o término da Guerra Fria, cenário no qual o exército foi chamado a respaldar uma política externa brasileira independente, além de enviar diversos observadores militares para várias regiões do mundo em conflito. No ano de 2004, o Exército Brasileiro passou a comandar as forças de paz que se encontram no Haiti.

Por três vezes (entre 1889 e 1894, durante e imediatamente após a Proclamação da República; entre1930 e 1945, durante o primeiro período Vargas; entre 1964 e 1985, durante o Regime militar no Brasil), assumiu pela força o comando do País, impondo sua visão político-social e modelos dedesenvolvimento econômico que julgava apropriados. Nesse último período de exercício do poder, no auge da Guerra Fria, militantes de esquerda recorreram à guerrilha contra o regime, sendo derrotados. Lentamente, após pressões populares, crises econômicas, bem como o desgaste natural de anos no exercício do poder, a abertura política tornou-se inevitável, sendo conduzida do lado do regime pelo general Ernesto Geisel. Com a promulgação da Lei da Anistia em 1979, o Brasil lentamente iniciou a volta à democracia, que se completaria na década de 1980, com o Exército e as demais Forças Armadas se afastando do núcleo político, a partir da promulgação da atual constituição, em 1988.

Organização

O braço operacional do Exército é denominado Força Terrestre e é constituído pelas divisões de exército, brigadas, unidades de combate e de apoio ao combate.

Os maiores escalões organizacionais do Exéricto são o Estado-Maior do Exército (orgão de direção geral) e os orgãos de direção setorial:

Comando de Operações Terrestres, Departamento-Geral do Pessoal, Departamento de Educação e Cultura do Exército, Departamento de Ciência e Tecnologia, Comando Logístico, Departamento de Engenharia e Construção e Secretaria de Economia e Finanças.

O Exército está organizado em vários Grandes Comandos, unidades e subunidades espalhadas por todo o Brasil. O território nacional é dividido, conforme a área de atuação de cada um, em:

Comandos Militares do Brasil
  • Comando Militar da Amazônia - CMA - com sede na cidade de Manaus - AM e jurisdição sobre o território da 12ª Região Militar;
  • Comando Militar do Norte - CMN - com sede na cidade de Belém - PA e jurisdição sobre o território da 8ª Região Militar;
  • Comando Militar do Nordeste - CMNE - com sede na cidade do Recife - PE e jurisdição sobre os territórios das 6ª, 7ª e 10ª Regiões Militares;
  • Comando Militar do Oeste - CMO - com sede na cidade de Campo Grande - MS e jurisdição sobre o território da 9ª Região Militar;
  • Comando Militar do Planalto - CMP - com sede na cidade de Brasília - DF e jurisdição sobre o território da 11ª Região Militar;
  • Comando Militar do Leste - CML - com sede na cidade do Rio de Janeiro - RJ e jurisdição sobre os territórios das 1ª e 4ª Regiões Militares;
  • Comando Militar do Sudeste - CMSE - com sede na cidade de São Paulo - SP e jurisdição sobre o território da 2ª Região Militar; e
  • Comando Militar do Sul - CMS - com sede na cidade de Porto Alegre - RS e jurisdição sobre os territórios das 3ª e 5ª Regiões Militares.

 

Educação

 

Desfile dos cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras durante cerimônia de entrega do espadim aos cadetes do primeiro ano.

Exército Brasileiro mantém uma das mais fortes estruturas educacionais superiores do Brasil, atuando nos mais diversos ramos.

Entre suas principais instituições de Ensino Superior, estão:

  • EsPCEx - Escola Preparatória de Cadetes do Exército
  • AMAN - Academia Militar das Agulhas Negras
  • EsAO - Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais
  • ECEME - Escola de Comando e Estado-Maior do Exército
  • IME - Instituto Militar de Engenharia
  • EsFCEx - Escola de Formação Complementar do Exército
  • EsSEx - Escola de Saúde do Exército

Além dessas, possui importantes centros de formação, como a EsSA - Escola de Sargentos das Armas, a EsSLog - Escola de Sargentos de Logística, a EsSEx - Escola de Saúde do Exército, a EsIE - Escola de Instrução Especializada, a EsACosAAe -Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea, o CCFEx - Centro de Capacitação Fisica do Exército, o CIAvEx - Centro de Instrução de Aviação do Exército, os CPOR - Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, os NPOR - Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva, os Tiros de Guerra e os Colégios Militares.

Desde 1992 as mulheres obtiveram o direito de ingressar no Exército Brasileiro. A primeira turma feminina formou-se naquele ano na Escola de Administração do Exército, atual Escola de Formação Complementar do Exército. A partir de 1997, as mulheres tiveram acesso à Escola de Saúde do Exército e ao Instituto Militar de Engenharia.

 

 
 
 
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